segunda-feira, 23 de junho de 2008

Escrita da memória


A palavra emperrou,
desfaz-se a memória.
No subsolo do papel
embaralham-se lembranças.

10 comentários:

Mariana e Maria Cecília disse...

Olá,

Conhecemos o blog por indicação de uma professora de faculdade, Nilma Lacerda, e o que nos impressionou sobretudo foi a sua capacidade de conjugar, em diferentes posts, tanto o tom afiado da redação crítica como o lirismo de alguns versos.

Esses versos em particular nos remetem a diferentes sensações que a produção literária, em especial quando filiada à tradução de si mesmo, traz. Provocadora e por vezes difícil, como se a labuta enriquecesse mais o poema, a literatura é um processo a cuja complexidade muitos poetas remeteram. Lembremos de apenas alguns: o puxar e repuxar a língua de Augusto dos Anjos; o ourives de Olavo Bilac; os galos que tecem a manhã em João Cabral de Melo Neto; a procura da poesia de Drummond.

Prossiga tentando traduzir essas sensações tão indizíveis. Parabéns pela escrita apurada e sensível.

Mariana Andrade
Maria Cecília Paranhos

Daniel disse...

Texto de Daniel Fernandes e Patrícia Roque.

Fico impressionado com o nível de percepção de algumas pessoas, a capacidade de absorver o mundo, artistas, e logo, escritores adquirem em sua vida, a habilidade de transpassá-la, de passar par frente a visão do maravilhoso mundo em que vivemos. A literatura tem o poder de sensibilizar os mais brutos e confortar os mais sensíveis e é por isso que jamais devamos parar de sentir o mundo, de escrever o mundo, em fim, de viver. Ler é amar. E amar é crescer. Por mais que esqueçamos a palavra na memória, por mais que embaralhemos as nossas lembranças, o amor que desfrutamos com isso e crescimento espiritual que adquirimos se torna irredutível, o escritor ganha um papel na posteridade e cabe a nós, leitores, aprendermos a transmitir este amor, e a melhor caminho é amando.
Zilberman diz que “a escrita muda através do tempo”, talvez com o tempo as escritas de hoje algum dia se tornem incompreensíveis, é verdade, mas Dalai Lama escreveu uma vez que é o sorriso é que atravessa qualquer barreira da linguagem.
Um provérbio antigo oriental diz “Sempre fica o cheiro de rosas na mão daqueles que oferecem flores”, jamais deixe de escrever, pois é assim que você ajuda a fazer um mundo melhor, a fazer as pessoas se olharem com mais respeito, a abraçarem seus bichinhos com mais carinho, jamais deixe de escrever, pois, sentimos cheiro de rosas.

maria fro disse...

Querida Maisa, como disse lá em meu blog em resposta à sua carinhosa visita:
Olá Maisa, bem-vinda!
sobre este post, vou pegar a cópia do programa e ver se posto aqui, vale a pena ver se não pôde ver ontem
abraços

Passando por aqui descobri que temos outras afinidades, também gosto de alguns cometimentos poéticos e prosaicos, segue o endereço do puxadim do Maria Frô:
www.afroditefro.multiply.com
quando chegar por lá, verá que na 'sala do puxadinho' estão as crônicas e na 'estante' os poemas.
Depois diga-me o que achou
PS. Li sua postagem sobre a luta contra o câncer, fiquei comovida, preciso fazer uma cirurgia (retirar o útero) e estou adiando-a muito...
Muita força e luz para você.
Um forte abraço

May Alek disse...

Maria Frô,
passei lá no puxadim e gostei muito, deixei um recadinho.
Com relação à cirurgia, não demore, aliás, não deveríamos adiar qualquer coisa que seja, a vida é muito curta para deixarmos algo para depois.
Obrigada por sua visita, por suas palavras.
Boa sorte e um grande beijo.

May Alek disse...

Mariana e Maria Cecília,
Bem-vindas ao Donas da Língua e obrigada pelas palavras sensíveis e generosas.
Um abraço forte.

May Alek disse...

Daniel e Patrícia,
Há uma doçura imensa no comentário de vocês. Fico comovida.
Obrigada e voltem mais vezes.
Um grande abraço.

Anônimo disse...

o corpo emperra sim
mas
o pensamento se faz vasto,
construído (também) memórias.

May Alek disse...

Obrigada, anônimo. (pena que seja "anônimo")
sim, o pensamento é vasto, infinito, às vezes se torna um emaranhado de idéias e imagens, mas certamente memórias são construídas.
afinal, memórias não são também ficções?

Simone Machado disse...

Olá!
Conheci o blog por indicação da Professora Nilma.
Quero te parabenizar pelo seu trabalho, fico contente de ver como este é um espaço de troca de conhecimento, de beleza e de afetividade.
Pude percerber que amigos meus de turma fizeram alusão a pessoas e versos conhecidos, não só de nossa literatura, mas também da portuguesa.
Hoje, foi o último dia de aula com a turma da professora Nilma. Sei que todos gostaríamos ter ouvido algo que nos fizesse sorrir e não chorar e é por isso que deixo aqui este texto.

** Desconheço o autor

O Valor do Sorriso

Um sorriso nada custa, mas vale muito, muito.
Enriquece quem o ganha e quem o dá não fica pobre.
Dura apenas um instante, mas pode na lembrança durar eternamente. Ninguém é rico assim que o possa desprezar, nem é tão miserável que o possa recusar.
Traz ao lar felicidade; nos negócios é esteio e é a prova mais palpável de uma profunda amizade. Um sorriso dá repouso a quem se acha cansado e a quem está desanimado dá nova força e coragem; consola na tristeza, e em todas as nossas penas é o mais caseiro remédio.
Ninguém o compra, nem empresta, nem o rouba, pois só vale no instante em que o damos livremente.
E se um dia encontrardes quem vos negue o seu sorriso, dai-lhe generoso o vosso, pois ninguém precisa tanto de conforto de um sorriso, como aquele pobrezinho que fechado em si, sozinho não aprendeu a dá-lo.

:)Que mesmo em meio a todas as vicissitudes possamos sorrir, amar e educar.
E que nunca pensemos em educação como algo que só transforma o outro, mas como UM ETERNO APRENDIZADO DO QUE É VIVER.

Simone Machado

May Alek disse...

Obrigada, Simone.
Com certeza vc e seus colegas de turma gostaram muito das aulas da Nilma e puderam construir novos conhecimentos que ficarão para sempre.
Obrigada por seu sorriso amigável.
Receba o meu com muito carinho.
Um beijo.