segunda-feira, 31 de maio de 2010

Um sonho todo azul

Ipanema Beach, fim de tarde, 30 de maio de 2010. By May Alek

sábado, 29 de maio de 2010

Sintonização coletiva

Gosto dessa ideia, por isso copiei o texto abaixo do blog da Nela. Vou fazer a minha parte. E você, quer juntar-se a nós?



Nosso planeta passa por uma transformação sem precedentes. Muitas catástrofes estão acontecendo. Muitas iniciativas estão sendo tomadas para amenizar a situação actual.
Apesar disso, nem todas as pessoas podem fazer tudo aquilo que desejariam, pois, cada vez mais, a vida exige sérios compromissos de todos. Compromissos que, por vezes, tomam todo o tempo daqueles que gostariam de poder contribuir e ajudar a humanidade nesta época singular pela qual passamos.
Para compensar a falta de tempo na qual todos estão submersos, alguns grupos espiritualistas tiveram a excelente ideia de sincronizar suas meditações por cinco minutos, num horário comum, que permita à maioria das pessoas se interligarem, formando uma corrente mental, emocional e energética.

A iniciativa consiste no seguinte: todos os dias, das 23h00min às 23h05min, milhares de pessoas estarão enviando suas vibrações positivas ao planeta.

Não importa se você é católico, baptista, messiânico, espírita, budista, hinduísta, agnóstico, ateu, judeu, teosofista, gnóstico, confucionista, adventista, espiritualista, etc. Enviar vibrações positivas nada mais é do que visualizar o planeta com harmonia, paz e amor, vibrando positivamente ou mentalizando o planeta sendo envolvido por energias benéficas com cores vibrantes, tais como o branco, o dourado e o violeta (que são os mais usados). Mas também podemos mentalizar o planeta e irradiar luz e paz como se estivéssemos fora do planeta.
Se você não acredita que seja possível enviar vibrações positivas ao planeta e aos seres humanos, não precisa abster-se deste momento. Poderá aguardar o período de 23h00min as 23h05min para, simplesmente, reflectir sobre possíveis soluções para os problemas actuais. Simbolicamente, saberá que milhares de pessoas estão fazendo o mesmo, apenas o fazem de forma diferente. O importante é a união dos pensamentos de todos, sabendo que estamos empenhando-nos no sentido de tornarmo-nos atentos e abertos aos problemas e dificuldades que assolam nosso planeta.

"A Terra não pertence ao homem; o homem é que a ela pertence. Disto nós sabemos. Todas as coisas estão interligadas, como os laços que unem uma família. O que acontecer com a Terra acontecerá connosco. O homem não teceu a teia da vida cósmica, ele é um fio da mesma. O que ele fizer para a Terra estará fazendo a si próprio".

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Dia de combate ao câncer

Breve história das pesquisas sobre o câncer

8–04–2010 – Recomendar!Enviar para e-mail
 
por Daniel Lopes – Hoje é o Dia Mundial de Combate ao Câncer. Se em 2007 os diversos tipos de câncer mataram mais de 7 milhões de pessoas, há uma previsão da ONU de que em 2030, 17 milhões de pessoas morram em decorrência do câncer – aumento calculado a partir das estimativas de crescimento populacional e da longevidade.
A busca pela compreensão da doença tem uma longa história, mas os estudos das últimas décadas, particularmente, facilitados pelo advento da biologia molecular, propiciaram progressos enormes no entendimento de como se comportam as células cancerígenas. Um tratamento bastante eficaz contra o câncer pode não estar muito longe.
O Amálgama aproveita a data de hoje para recapitular a história e a pré-história das pesquisas sobre o câncer.
*
1500 a.C. é o ano dos primeiros casos documentados de câncer (ainda não com este nome), no Egito antigo. Papiros informam 8 casos de tumores na região do peito, tratados com cauterizações que não tinham a intenção de curar os pacientes, mas de servir como paliativo. Para os egípcios, o câncer era causado pelos deuses.
Hipócrates (460-370 a.C.), o “pai da medicina”, criou os termos carcinos e carcioma, que descreviam, respectivamente, tumores que ocasionavam e tumores que não ocasionavam feridas. A partir daí, o médico romano Celsus (8-50 a.C.) apareceria com o termo câncer. Galeno (130-200), outro médico romano, utilizou oncos (“inchaço” em grego). Hoje, o termo de Celsus é largamente utilizado para se referir aos tumores malignos, embora os especialistas em câncer sejam, como sabemos, os oncologistas.

-- Hipócrates --
Hipócrates acreditava que o que causava a doença era excesso de “bílis negra”, hipótese que durou de pé por muito tempo, até que, na Renascença, várias dissecações de cadáveres falharam em encontrar tal matéria. No século XVIII, especulou-se que o câncer crescia a partir de linfa coagulada. Em 1761, Giovanni Morgagni passou a realizar autópsias para traçar uma relação entre a doença do indivíduo e os achados patológicos no exame pós-morte. Aplicado a cadáveres de pessoas que sofreram de câncer, esse método criou as bases para o estudo científico da doença.
No século XIX, o uso do microscópio permitiu um avanço maior nos estudos, e Rudolf Virchow chegou à conclusão de que o câncer era uma doença das células. Se, com os olhos desarmados, Morgagni havia ligado o desenvolvimento clínico da doença ao laudo das autópsia, Virchow entraria em cena com a patologia microscópica. Em 1877, Mstislav Novinsky comunicou que havia conseguido transplantar tumores. Na última década daquele século, Ludwig Rehn associou a exposição de certos trabalhadores a aminas aromáticas com o câncer na bexiga, e assim abriu o importante caminho para a descoberta de substâncias químicas cancerígenas.
O início do século XX testemunhou o estabelecimento da cultura de células; a revelação de evidências sobre os vários estágios e os diversos fatores do processo cancerígeno; a redescoberta das leis da hereditariedade de Mendel; o início de estudos genéticos com camundongos (por Ernest Tyzzer) e drosófilas; e a identificação dos primeiros vírus causadores de tumores (em galinhas). Algum tempo depois, a descoberta desses vírus permitiu que se encontrasse o primeiro oncogene (Src), o que por sua vez abriu caminho para as pesquisas do câncer com base na biologia molecular. Em 1914, Theodor Boveri profeticamente disse que os cromossomos seriam as correias de transmissão da hereditariedade e que eram exatamente os defeitos nessas correias que causavam câncer.

-- Theodor Boveri --
Durante o século XX, o desenvolvimento de estudos biológicos e o surgimento de tecnologias como o raio X propiciaram um poderoso motor às pesquisas do câncer. Outros campos que se desenvolveram: bioquímica e metabolismo intermediário (1920 a 1950), estudos sobre DNA/ácidos nucleicos (1950 até hoje) e, nos últimos anos, sobre cópia genética, controle das expressões genéticas e genômica.
Para o combate ao câncer, a recente descoberta (inicialmente em plantas) de buracos regulatórios em minúsculos RNAs presta e prestará uma contribuição inestimável. O interessante é que tal descoberta foi imprevista, o que sugere que nos próximos anos novas e prováveis descobertas da biologia celular alargarão consideravelmente nossa compreensão do comportamento das células cancerígenas, e de como devemos agir para tratar a doença com eficácia cada vez maior.
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Parte do público leigo pode se manter atualizada sobre os avanços nas pesquisas sobre o câncer visitando regularmente sites de periódicos como o British Journal of Cancer e o Journal of Cancer Research and Therapeutics. Para informações sobre políticas públicas para a prevenção e o controle do câncer no Brasil, a referência é o Instituto Nacional de Câncer, ligado ao Ministério da Saúde.
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Este post foi feito com pesquisa e tradução de trechos de artigos dos seguintes sites: Cancer Research, American Cancer Society e About Cancer. Imagem na abertura: célula cancerígena se reproduzindo.

Fonte: www.amalgama.blog.br

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Parabéns pelo meu aniversário!

Mais uma vez vamos cantar aquela musiquinha... Parabéns...
É um privilégio poder comemorar um novo ano com vocês, com saúde, alegria e muita garra.
As festividades começaram antecipadas e já há mais dois encontros para marcar esta data especial. As fotos virão depois. Do outro lado do oceano, Isalenca já sinalizou (mui atenta esta menina), Teresa Marques e Isabel Lopes fizeram voar os seus votos de felicidades. Obrigada, meninas! Que venham mais (felicitações, rsrs) anos bons de partilha de afetos e muitas coisas boas.

Parabéns ao Celso, ao João (sobrinho da Anna Azevedo), à Rita Oliveira (amiga do face), ao Diogo (filho da Madalena Santos). À Rosa Esperança que no ano passado fez seu ensaio geral neste dia primeiro de Abril, para estrear em grande. Parabéns a todos nós!

E vamos cantar... e dançar... a vida!
Beijocas

quinta-feira, 18 de março de 2010

Hoje é o aniversário dele!

Era uma sexta-feira de sol no Rio de Janeiro e a ecocardiotocografia me dizia que o bebê não poderia nascer pelas vias normais. As lágrimas vieram de imediato, telefonei para a médica e no fim da tarde fui para o hospital. Não senti as dores do parto, apenas uma contração mais forte e um sorriso amarelo para a fotografia. O que doeu mesmo foi a anestesia, aquela na base da coluna e que fez pouco efeito em mim. Uma dose extra de sedativo na veia e o rostinho dele apareceu-me enevoado, ao lado do meu rosto, ao mesmo tempo em que a voz do pai me dizia para beijá-lo e no meu ouvido ecoava um choro forte. Eram 22h10m. Há 27 anos atrás.

As lembranças são muitas e este espaço é insuficiente (até mesmo impróprio). Os olhos azuis do bebê transformaram-se em azul-cinza-verde. O menino cresceu homem. A recordação que pulsa forte, dentre inúmeras outras, é uma frase, dita na linguagem juvenil, num momento difícil: tamu junto, mãe.   

O 18 de março é sempre ensolarado. É o aniversário do meu B! A quem desejo o que há de melhor, a quem dedico uma imensidão de afetos para toda a eternidade e um dia, tanto nos meus momentos de fada, quanto naqueles em que sou a bruxa. 



O dia é seu, urso valente, aproveite-o bem e tenha um feliz aniversário

Um beijo no coração.

terça-feira, 16 de março de 2010

Parabéns, Natty!






Ela é criativa, generosa e muito bonita.
Uma querida que merece um dia especial, com muitas alegrias, junto da família e dos amigos.
Saúde, Natty! E que venham muitos dias como este.
Um super beijo a atravessar o Atlântico.

segunda-feira, 8 de março de 2010

100 anos de luta!

Do movimento pelos direitos da mulher. Antes disso, guerreiras célebres e anônimas abriram o caminho. Cito apenas duas: Joana D'Arc e Sóror Juana Inés de La Cruz.

Particularmente me incomoda esse dia internacional das mulheres; historicamente, porém, tem o seu valor.
E somos mesmo guerreiras! A batalha mal começou.
Beijinhos a todas.

segunda-feira, 1 de março de 2010

E fevereiro foi....

Para mim, um mês preguiçoso e de pouca conversa. Com umas pitadas de tristeza e frustração. Apesar do sol intenso e das idas à hidroginástica, meu local preferido e reconfortante. Apesar, não. O sol e a hidro foram as boas coisas do mês. E o almoço com minha amiga Nilma Lacerda. Longo, afetuoso e com presentinhos. A frustração deveu-se ao projeto ao qual dediquei longas horas de leitura e escrita, até mesmo durante o feriado de carnaval, e que por motivos da vontade alheia não se concretizou. Ainda assim deu pra fazer uma limonada. Ou seja, voltei a ler!!! Nos últimos dois anos a leitura (aquela longa, mais reflexiva) ausentou-se das minhas atividades, era difícil manter a concentração, às vezes era preciso reler duas, três vezes o mesmo parágrafo. A leitora está de volta, talvez por isso mais caladinha e... com o pensamento mais ágil, ideias borbulhando. Os blogs amigos foram visitados, porém poucos comentários deixados. Aderi ao farmville, aquela construção quase coletiva da fazenda (quinta, sítio, o nome que quiserem dar), uma quase solidariedade genuína. Digo quase porque se trata de um jogo, né? Com todas as implicações... Bem, a ilusão é confortável e divertida. E adoro minhas vizinhas e vizinhos.

Fevereiro foi mês também de ida às consultas. Ao oncologista, ao ginecologista-cirurgião. Este me sugeriu uma plástica na barriguinha. Fora de cogitação, por ora. Alguns linfonodos estão aumentados na pelve, mas sob vigilância. A última a ser visitada foi a psicóloga. Segundo ela, estou um pouco carente, mas de acordo com todos estou BEM. Os exames atestam isso. E é o assunto mais relevante do mês. (Pelo menos para mim, é claro!)

Queria falar ainda que fevereiro foi do Grande Irmão. Lembram-se do livro 1984, do George Orwell? Pois é, veio à minha memória em vista dos fatos envolvendo dois jogadores, o do golfe e o do futebol inglês. A questão não é a infidelidade. O que me irritou foi a relevância dada ao fato, a exposição/invasão da privacidade (com a anuência dos envolvidos) e mais do que tudo o pedido de perdão do golfista. Hipocrisia sórdida de todas as partes implicadas. O capital continua exercendo o controle e as pessoas se submetendo a ele. Os meios de comunicação, superficiais, vazios. Essa nossa sociedade está cada vez mais nojenta.

Lá fora, a chuva baixa os termômetros de 36º (a média dos últimos dias) para 21º. O céu, before de rain (ah, esse é o título de um filme maravilhoso), tonalizava-se de outono. Março será bem melhor. Para todos nós.

Minha solidariedade para o Haiti (espero que não seja obrigado a pagar pela ajuda humanitária - aí deixa de ser ajuda humanitária), a Madeira, o Chile. Aos sobreviventes das chuvas aqui no Brasil e a todos os que sofrem neste momento por alguma razão. 

Afeto e gratidão para os que ainda passam por aqui.

 

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Rio 40º

Esse início de ano está meio estranho. 40 graus no termômetro, cinquenta e tantos na pele. Tomo banho frio, algo que não fazia a long long time, três por dia. Trânsito congestionado, quando deveria estar mais tranquilo, afinal janeiro é mês de férias. Parece que os nossos não viajaram. Os outros estão por aqui a desfilar o corpo branco e a se encantarem com a morenice das praias. Lá fora a nevasca, o terremoto; aqui as chuvas, um tremor e até um ciclone. Não estamos em sintonia com a natureza. O que é muito triste e preocupante.

O cinema ainda não me empolgou. É impressão minha, ou não há filmes interessantes? Ainda não fui assistir Avatar e Amor sem Escalas, nem ao "filme do presidente". Assisti em casa alguns do ano passado, como A Onda (excelente), Desonra, baseado no livro do Cotzee, os divertidos A Verdade Nua e Crua e Falando Grego, o multicultural O Casamento de Rachel, o francês Inimigo Público (1 e 2), o mais ou menos O Sequestro do Metrô 123, com Denzel Washington e John Travolta.

A vida social também está meio estranha, tenho saído pouco, mas conheci umas pessoas bacanas e o restaurante Da Graça, uma graça, pena não ter levado minha digital. Aliás, até a máquina anda meio esquecida. A vida profissional está em compasso de espera, plantei algumas sementinhas, vamos ver se florescem. Ao trabalho antigo, retorno provavelmente em março e, como a minha amiga TeresaM, sem muita vontade, prefiro algo novo. A vida virtual também anda meio devagar, visito um blog ali, outro acolá (Lina, não consigo entrar no seu blog novo, mas continuo tentando). A vida sentimental... A saúde está bem! E me sinto feliz!

Noto que ultimamente não exerço muito controle sobre o que escrevo. Por exemplo, pensei em colocar aqui um post breve, sobre a colagem de fotos que acabei de fazer, algumas palavrinhas, e pronto. Mudança de post. E já estou no quarto parágrafo! Escrever me faz muito bem e adoro falar com vocês. Ah, acabo de me lembrar. Não fiz a endoscopia. O médico disse que não deixei. Como?! Eu estava sedada, apagada, e o senhor médico e a enfermeira não conseguiram passar aquele tubo pela minha goela abaixo! Será que sou tão forte assim? Decidi que não vou repetir a façanha. Os sintomas estão quase ausentes, vou esperar a próxima consulta com o oncologista, na semana que vem.

Revendo meu arquivo fotográfico, selecionei algumas fotos que marcam os momentos mais legais de 2009 com as amigas, amigos e familiares deste lado do Atlântico. Então, há imagens desde o início do ano passado até ao último dia (aquela em que estou com o modelito branco, e "só Carolina não viu", ando meio musical ultimamente). Os olhos mais atentos vão perceber a evolução dos cabelinhos e a involução do corpinho, rsrs. Quem não se encontrar nessa colagem, não precisa se entristecer. Significa que apareceu em post anterior. Ou ainda vai aparecer.

Acalmem-se, vou terminar. É o seguinte: tô com saudade de vocês, de ver essa blogosfera mais animada, dos comentários e mimos, dos almocinhos e lanchinhos, do brilho no olho, da adrenalina da luta. Como diz a música, "tô com saudade de tu, meu desejo". Tô com saudade da intensidade da vida.

Mandem notícias, please!!!!!!!

Beijão e fiquem bem. Adoro vocês.

Enquete: Felicidade dói?    (Quero muitas respostas, hein?! CrisJ!!!!!!!!!!!!!!!)

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

2009, um ano português (Feliz 2010!)




Um começa, o outro finda. Assim passam-se os anos e a cada vez acreditamos que o novo será melhor. Recuso-me a fazer o clássico balanço, registro apenas que foi um ano de muita dificuldade e algumas perdas. Decido que 2009 será lembrado como marco da travessia, em que cruzei o Atlântico e minha vida deixou-se impregnar por outras vidas, outras paisagens. Dos momentos vividos, muito rápidos e intensos, ficam a alegria e carinho das amigas e amigos portugueses, a beleza dos plátanos em tons outonais, a coragem e a força das margens do Douro, a luminosidade das tardes na Ribeira, os doces na esplanada, a grandeza do Tejo (tantas vezes lida), o sol da ria Formosa, o céu de Lisboa (quase igual aquele do Wim Wenders), a música e o vento no Castelo de São Jorge, a dignidade da Rosa e a emoção da Esperança nos palcos de Ovar e Faro.

2009 é de vocês, amigas e amigos da terra de Camões e Pessoa (e de tantos outros que enriqueceram o meu imaginário). Mais uma vez agradeço de coração a acolhida, a amizade, e sobretudo a presença constante aqui no blog.

As amigas e amigos brasileiros não precisam ficar enciumados, há também um lugar especial para vocês, na memória e no coração. E o meu agradecimento.

A todos, desejo um 2010 feliz, com muitas alegrias e realizações. E muuuuuuuuuuuita saúde!

Beijos


sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Alguma noticia e... Feliz Natal para as amigas e amigos!

Já tenho o resultado da colonoscopia. Está tudo bem com o intestino e adjacências. Oba! Uma preocupação a menos. Ficam faltando o laudo da ressonância e dos exames de sangue. E tenho ainda um novo exame: endoscopia. Há mais ou menos um mês sinto uma queimaçao na boca, a digestão difícil, às vezes uma sensação de entupimento do esôfago. Falei com a minha homeopata e começamos a tratar o fígado, depois o estômago, e a coisa não melhora. Assim, volto ao hospital para o novo exame, mas só na primeira semana de janeiro.

Por enquanto animo-me com a nova pintura da casa, com um detalhe diferente aqui e ali, tudo bem devagar para não sair muito caro. Minha licença no trabalho foi renovada por mais 90 dias, o que é bom e ao mesmo tempo não é. Enfim, não quero pensar nisso agora. De certo mesmo é que em janeiro e fevereiro esperam-me as consultas médicas já agendadas. Meus planos eram outros. Se bem que os planos podem ser mudados... as consultas também... Vamos ver...

Estou caindo de sono, aliás, a semana foi muito cansativa, não parei um segundo e nem mesmo fiz tudo o que deveria. A musculação, por exemplo, ficou capenga. Nossa, como é chato fazer musculação, que coisa repetitiva!

Fechei a semana levando o Bartolomeu, o golden retriever, para fazer exame da pelve e articulações coxo-femurais. Resultado: displasia severa, com alterações osteoartrósicas e formação de espondilose anquilosante lateral. Há muito mais termos técnicos, mas estes já me dão notícia de que a situação não é simples. É claro que fiquei triste e até mesmo me senti um pouco culpada. Afinal, venho percebendo há algum tempo a dificuldade que ele tem para se equlibrar nas 3 patas para fazer xixi. Mas preciso me perdoar. Estava cuidando de mim. E cansei de ser super. Cansei de me atribuir responsabilidades em excesso. Cansei, cansei, cansei...

Esse post tomou um rumo diferente. Ficou chatérrimo.

Desejo um Natal muito feliz para as minhas amigas e amigos, que todos possam estar com as pessoas que mais amam, que esqueçam a dieta e se deliciem com as guloseimas, que ganhem muitos presentes, gargalhem muito e tenham muuuuuuuuuita saúde.

Beijocas

(Deixo umas fotos do Bartô, meu lindo e dengoso cão, bem fresquinhas, algumas mais antigas)









quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Dia de exame

Ufa! Hoje foi dia de fazer a ressonância magnética. Ai, mesmo sendo um exame simples, sempre me causa um pouco de stress, e como demora! São dois em um: pelve e abdômen, com contraste na veia. Mas correu tudo bem e agora aguardo o resultado.
Na próxima segunda-feira, vou passar o dia no hospital. Farei exames de sangue e a colonoscopia. Esse último é muuuuuuuuuuuito chato. O domingo vai ser à base de líquidos, o intestino tem de ficar bem limpinho, e no dia ainda terei de ingerir mais líquido, acho que vai ser o manitol, argh! E tem a anestesia, o sedativo, como eles dizem. Enfim, espero que tudo acabe bem.

Facebook

Gente, acho que enlouqueci. Como se não me bastassem os endereços eletrônicos para gerenciar, mais o blog, orkut, msn, messenger do yahoo, e outras coisitas mais, agora também estou no facebook, twitter, flickr e skype. Ah, também estou lá no "Limpar Portugal", da Cinda. Antes era um sufoco acessar as informações e comunicar-se com as pessoas à distância. Hoje há um exxxxxxxxxxxxxxxxxcesso de informação e de vias de comunicação.

Bem, desses novos, o facebook é o que está mais ou menos ativo. Hoje dei de cara com um mail dizendo que não apareço por lá, que tenho não sei quantas solicitações e sugestões... Legal "ele" se preocupar com a minha ausência. Mas confesso que o acho um tanto confuso e ainda tem os jogos!!!!!!!!! Sou uma mulher pós-moderna, antenada, adoro as novas tecnologias, mas, por favor, me digam, como conseguem gerenciar tudo isso?

Novos amigos

Um abracinho especial para as meninas que têm me visitado aqui: Madalena, Natália, TeresaM, TeresaP, Karin Fromm e para o menino Xekim. São todos muito bem-vindos! Que nossa amizade cresça!




Desafio


Outro dia a Alda me desafiou e só agora respondo. Preciso completar as frases:


Eu já tive... muita vontade de ser médica!


Eu nunca... me canso de aprender, descobrir e conhecer.


Eu sei... que hoje é o dia!


Eu quero ...viajar muito, conhecer novos lugares e pessoas interessantes e fazer tudo o que me apetecer (ufa!). Ah, e quero que o meu B seja muito feliz, saudável e realize os seus sonhos!


Eu sonho ...com um mundo mais sadio para todos, com governantes realmente comprometidos com o bem, com cidadãos mais conscientes e que as empresas e laboratórios farmacêuticos parem de inventar novas doenças, se esforcem mais na prevenção do que na reparação!


E... segundo diz, tenho que passar a 10, e estes valem a pena! (Vou colocar só os nomes)


Lou Magalhães, Natália, TeresaM, TeresaP, Madalena, Xekim, Ana Azevedo, Karin Fromm, Lia, Isabel Carvalho.


Animem-se! O fim de semana está chegando...

Beijocas

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Parabéns, amiga Cinda!!!!


(Foto: Tó Vieira)
Cinda, minha amiga portuguesa faz aniversário hoje.
Muitas felicidades, MUITA saúde, muitas alegrias, muitas realizações!
E um grande beijo da amiga brasileira.

Um presentinho para a sua coleção (foto retirada da net)

domingo, 29 de novembro de 2009

A arte salva?

Uns dizem que sim, outros afirmam que não. A arte transforma, diverte, alimenta. Provoca. É a minha opinião.

No sábado, fui ao Oi Futuro, há sempre algo interessante para ver. Assisti com calma as apresentações de videografismo e à performance de Maria Lynch. Uma performance sonora, chamada Corespaçoforma. Três bailarinos se movem ao som de ruídos, os corpos anulados pela roupagem colorida e a respiração quase imperceptível transformam os seres numa massa de cor. Estranho. Lúdico. Intrigante
.










Na rua, o homem perguntou: o que é isso? e respondeu: ah, é um evento. Seguiu adiante.













Vó que dança na rua

Ontem também foi dia de Primavera dos Livros, uma feira de livros organizada por editoras pequenas, com estandes padronizados e muitas flores. No jardim do Museu da República. Escolheram uma data ruim, fim de mês (ano passado foi a mesma coisa). Até havia livros baratinhos, mas estou controlando as despesas, cartão de crédito só em último caso. Vi algumas caras conhecidas, gostei de ver as crianças cantando, encontrei a Lou do blog comentalidades e seu neto inteligente. Ficam as fotos.

Mesa-redonda sobre literatura de cordel
No meio da multidão, o poeta Carlito Azevedo













Lou, a vó que dança na rua e também faz arte
E seu neto inteligente e eu


















Sexo com Madonna
Na sexta, conheci um espaço super legal: Telezoom, na Dias Ferreira, a rua mais in do Leblon. Numa cobertura muito charmosa, as pessoas se encontram para falar de música, cinema, literatura e dizer muitos poemas. Foi a noite de Mano Melo, poeta, escritor, ator, uma figura muito simpática, nascido no Ceará, cidadão do mundo. O sexo com Madonna aconteceu no poema (eu acho!). Seus convidados também deram um show. Claufe Rodrigues, Tavinho Paes e muitos outros. Encontrei a Antonella Catinari, escritora e professora, terminamos a noite no Cafeína, onde degustei uma tartelete de damasco.



As charmosas












Multiplicidade


Arto Lindsay, americano criado no Brasil, provocou orgasmos e distorções com sua guitarra, na plateia modernosoa que lotou o pequeno auditório, na quinta-feira, também no Oi Futuro. Nas mãos do músico, o instrumento geme, range, berra, estronda. Masturbação profunda. Ele cantou em inglês e em brasileiro (hum, percebem?!). Bossa nova. Uma hora apenas. E começou com atraso. Seco. Complexo. Dessa vez não levei a máquina fotográfica. Mas se quiserem saber mais ou ouvir, o carinha tem myspace, é só colocar o nome no google. Adorei.



Meu fígado anda mal. Percebo isso no meu humor. Hipócrates tinha razão. Aristóteles, idem. A arte pode ser catártica. E não pensem que estou montada na grana. A maior parte dos eventos não me custou um centavo. Divirtam-se!

domingo, 22 de novembro de 2009

Invenções na cozinha (acho que para comemorar...)


Tenho algumas habilidades e alguns talentos (como todo mundo, é claro!), mas dotes culinários passam ao largo. Hoje, porém, estava com vontade de comer bacalhau, bertalha e ovos cozidos. Gosto de inventar na cozinha, esse negócio de seguir receita ao pé da letra não é comigo. Então peguei o bacalhau ligeiramente desfiado, acrescentei uns pimentões coloridos, salsa, cebola, queijo cremoso e um fio de azeite. Coloquei no forno. Refoguei a bertalha e cozinhei os ovos. Dispostos no prato, assim tão em cores, transformaram o almoço em bálsamo. O sabor levemente adocicado do pimentão vermelho ofereceu um contraste amigável ao bacalhau.



Passaram-se dois anos

Foi uma forma de comemorar o fato de estar viva, passados dois anos da primeira cirurgia, que ocorreu em 22 de novembro de 2007. Ainda não havia deixado aqui um registro de como tudo começou.

O ano de 2007 foi um ano de muito trabalho e de muitos aborrecimentos, inclusive comecei a me desentender com os meus alunos, coisa que nunca havia acontecido. Um sentimento de tristeza e de abandono começou a tomar conta de mim. As férias de meio de ano chegaram, viajei a Paraty, para a FLIP. Na volta, com as energias revitalizadas, percebi um sentimento de urgência, uma necessidade de fazer tudo o que ainda não tinha feito. Um belo dia de agosto, fui até a Pedra Bonita com a intenção de marcar um voo duplo de asa delta. Um desejo antigo, meu B já havia voado e eu queria fazer o mesmo. Cheguei, olhei, perguntei, verifiquei os preços, tomei nota de alguns contatos e saí de lá com a certeza de que... não queria mais voar. Não foi o medo, mas o tal sexto sentido. Se tivesse voado, certamente não estaria aqui agora.


Em meados de agosto comecei os exames anuais, preventivo e ultrassonografia transvaginal. Tudo ok. Em seguida, a menstruação veio e não mais terminou, durante aproximadamente 40 dias. O médico dizia-me que eu estava na peri-menopausa. Receitou-me um medicamento para conter o fluxo sanguíneo e em setembro, ainda sangrando, viajei a Recife. A tristeza havia aumentado. Retornei ao médico e solicitei que colhesse novo material ginecológico, porque, na minha opinião, alguma coisa não estava bem. Acedeu de má vontade. Passado algum tempo, à noite, já deitada, notei um movimento no abdômen, do lado direito. Nas noites seguintes passei a prestar atenção, algo se movia, ora mais à direita, ora para o centro da barriga. Mais uma vez, voltei ao médico e disse-lhe que queria fazer uma ultrassonografia de abdômen.


O exame foi feito no dia 10 de outubro e indicou a presença de um cisto, com 99x68x86mm e volume de 303cm cúbicos. Nesse dia, a tristeza transformou-se em lágrimas e tive certeza de estar diante de um incompetente, ou de um médico sem compromisso com a saúde de seu paciente, o que dá no mesmo. Recorri a outros profissionais, submeti-me a uma tomografia computadorizada e esta confirmou o cisto, porém com medidas maiores e não foi capaz de precisar a que órgão ele estava ligado. Ah, o tal exame do material ginecológico, chamado colpocitologia oncótica, apresentou resultado negativo para células malignas!!!


Na procura por outros profissionais, fui atendida por um ginecologista que, ao saber da imagem cística no abdômen, simplesmente me despachou sem ao menos me examinar. Finalmente encontrei médicos decentes e interessados, que me ouviram, me apalparam, estudaram os exames apresentados e diante das várias hipóteses recomendaram uma colonoscopia, que acusou uma lesão vegetante em ceco. Daí para a cirurgia, uma laparatomia exploratória, foram só mais alguns dias e outros exames, inclusive outra ultrassonografia transvaginal, agora muito mais cuidadosa. E mesmo assim persistia a dúvida quanto ao órgão a que se ligava o cisto.


Na véspera da cirurgia, mais um susto. O médico decidiu realizar uma histeroscopia, com uso de anestesia local, à base de lidocaína, e acabei por fazer um edema de glote. Por pouco não morri na praia. Hoje tenho pavor de anestesias. Voltei ao quarto completamente desarvorada e agitada. Na manhã seguinte, acordei tranquila e pronta para a cirurgia. Foram duas equipes médicas, seis horas de duração e a retirada de todos os órgãos ginecológicos e alguns centímetros do intestino. O pós-operatório complicou-se com a paralisação do funcionamento intestinal (devido ao uso de morfina), algumas tentativas sem sucesso de passagem da sonda nasogástrica, até a chegada do Dr. Carlos Otávio que, gentil, mas firme, resolveu a questão. Passados onze dias de internação, voltei a minha casa.


O resultado da biópsia saiu em janeiro de 2008: adenocarcinoma de endométrio (papilífero seroso e células claras), grau III; adenocarcinoma em ovário e adenocarcinoma de cólon moderadamente diferenciado. As lágrimas não vieram.


Encaminhada para o Inca 2, tive de fazer outros exames, refizeram a biópsia, passei por uma mesa-redonda para discutir a necessidade de outra cirurgia (realizada somente em maio/2009), em abril iniciei o tratamento quimioterápico. As reações foram diversas e variadas, algumas estão relatadas aqui.


A despeito da incompetência de alguns médicos, da falibilidade de alguns exames e também de minha desatenção para comigo, estou viva e bem! Na consulta da semana passada, o oncologista notou que tenho mais músculos e um ar saudável, mas não me isentou de novos exames (ai, que chatice!). Rotina que se repetirá por um bom tempo. Enfim, agora é uma outra história...


Parabéns para mim! Obrigada, amigas e amigos!



quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Ainda é tempo de

Outubro foi o mês do meu retorno a minha casa, após as merecidas férias. Não foi uma volta exatamente feliz. A viagem foi cansativa, estava ansiosa por chegar, as novidades que me esperavam não foram boas. Enfim, viver pode ter alguma previsibilidade, porém nenhuma estabilidade. Segurança? Somente as veiculadas nas mensagens publicitárias. E sabemos bem qual é o objetivo que as move. Certezas? Apenas as religiões ainda insistem em propagar a idéia de alguma certeza. Futuro? Isso é conversa própria de mercados financeiros e promessa de políticos obtusos.

Vivo no hoje, agora, nesse instante. (Ou quase, o que significa que tento, a despeito das pouquísimas certezas que tenho, que persistem, insistentes.) Viver, para mim, significa a pulsação intensa, o brilho no olhar, o olho que vê e percebe as oportunidades e as aproveita, o limão transformado em limonada, a inteligência em movimento, o afeto em troca. Sempre o afeto, o interesse interesseiro, nunca. Viver é coragem e força. Coragem para recomeçar e fazer diferente. Força para titubear e andar devagarinho. Viver é disciplina para seguir dia após dia na aposta do novo, mesmo em face do que já é velho e gasto. Viver é sentir-se livre em meio a tantas amarras que nos são impostas.

Em virtude dessa dimensão enorme do viver, estou aqui para contar que outubro iniciou-se com uma rasteira, que me fez ir ao chão, metafórica e literalmente. A primeira não vale a pena relatar, mas a segunda vale pelo riso (o que é sempre bom). Por conta da dificuldade de controlar a abertura e fechamento das pernas, devido ainda à última cirurgia, caí, ou melhor, os pés deslizaram um para cada lado e deixaram-me estatelada no chão na clássica posição de ballet, em total abertura de pernas. Seria uma posição erótica, se não fosse ridícula; seria uma cena belíssima se estivesse num palco e não na minha sala. Podem rir. Foi uma cena cômica. E muito dolorosa. Mas já passou e os exercícios de musculação estão me deixando mais firme. Em todos os sentidos.

As quedas têm uma função: nos deixam mais fortes. O mês seguiu com a música de Lui Coimbra e seu violoncelo (uma agradável descoberta), o violão bossanovista de Toni Barreto, as gargalhadas da Beth, minha amiga de muitos anos, as conversas com a Ju, que enlargueceu o meu círculo de amizades ao compartilhar suas amigas, a comemoração do aniversário da Marcia Limani, minha professora de cerâmica, a visita da minha mãe e de uma de minhas irmãs, e terminou com a Cíntia vendo e comentando as fotos da minha viagem.

Após as chuvas de outubro, novembro abriu em sol e voltei aos passeios de bicicleta. A vida social continua intensa. Foi tempo de ouvir o chorinho na praça, de almoços e lanches, com a Ju, a Lurdes, a Beth, a Eliene, o filhote. Uma ida ao Clube das Mulheres (merecia uma crônica, daquelas bem reflexivas e com uma pitada sociológica, com fotos ilustrativas) e ao Museu Nacional de Belas Artes para ver a exposição do Chagall (belíssima), lançamento do livro do Maurício da Silva, um professor que muito me inspirou, e a oportunidade de rever a professora Themis, uma querida que nos fez analisar várias gramáticas da língua portuguesa e perceber as disparidades e concepções ideológicas que há em cada uma delas. Mais uma comemoração de aniversário, dessa vez com muita dança, e mais música, popular brasileira no Rio Scenarium, e Carmina Burana com o grupo de música antiga da UFF (um trabalho magnífico de resgate da música medieval e renascentista). Apresentei um texto sobre Pedro Paixão, escritor português, em uma mesa redonda, no Simpósio Internacional de Letras Neolatinas, na UFRJ, e participei de um workshop sobre fotonovelas digitais, organizado pela Suzana Vargas. Fui à Mostra de Videografismo, a convite da minha colega de trabalho, Sheila Suzano, e ainda assisti a um esquete de humor (stand up comedy). E o mês nem terminou!

Está sendo também um período de volta às consultas médicas e daqui a algumas horas será a vez do oncologista. Com certeza dirá que está tudo bem, pedirá alguns exames. Afinal, estou realmente bem disposta. Estou viva.

O mais importante, contudo, até mesmo urgente, antecedendo o relato das férias, que virá em breve, é registrar aqui alguns agradecimentos (ainda que os já tenha feito pessoalmente).

Ao meu amigo José Loureiro e sua esposa Celeste, que me receberam no Porto com atenção e afeto. Eles são proprietários de dois apartamentos na Ribeira e os alugam para pequenas temporadas. Hospedei-me em um deles e passei dez dias com muito conforto, desfrutando a paisagem belíssima do rio Douro. Além disso, há o restaurante Vinhas d'Alho, igualmente de propriedade do casal, onde pude saborear pratos portugueses, servidos com elegância, em um ambiente de bem estar. Deixo o link para que conheçam, virtual e pessoalmente: www.ribeiradoporto.com

A minha amiga Cinda, de Ovar, uma mulher determinada, simpaticíssima e muito agitada, que me recebeu em sua casa e conduziu pelos arredores da cidade. Com ela pude conhecer a Guida e saborear a hospitalidade e a mesa da Isabel Alegria e de seu marido. Na "casa dos avós", tive o privilégio de estar mais uma vez com a Natty, uma pessoa linda, que me deu muitos mimos. Com vocês, meninas, senti-me em casa.

À Manuela, de Alcobaça, que também abriu-me as portas de sua residência e me recebeu com um abraço longo e muita simpatia.

Ao Rui Germano, por me presentear com a hospitalidade, a elegância e doçura de sua mãe, Cacilda Germano, e com a atenção de sua irmã Isabel, em Rio Maior e em Lisboa. Rui ainda me integrou ao grupo de Rosa, Esperança e assim me foi possível passar um fim de semana em Faro, assistir a representação da peça, conhecer a cidade e a Isabel Guerreiro, passar horas agradáveis e divertidas com Nela e Paulo Azevedo, CrisJ, Cristina Vicente, Alda e Zé Manel, e Tó Vieira.

A todos os integrantes da peça Rosa, Esperança por me terem recebido como se do grupo fizesse parte.

À Isalenca pela recepção calorosa em Lisboa, a conversa inteligente em volta do Parque das Nações, pelas indicações de lugares a visitar, e organização do almoço em que pude estar pessoalmente com as meninas Gigi, Lina, Maguie e Liliana.

As fotos virão em outro post, a hora já vai muito adiantada e o sono, atrasado.

Beijinhos

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Odete



Conheci a Odete aqui no blog e trocamos alguns mails durante algum tempo. Hoje soube de seu falecimento no dia 9 deste mês. Há três anos lutava contra o câncer, primeiro na mama, depois nos ossos. Mais uma guerreira do norte de Portugal!

Descansa em paz, minha querida.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Dia de sol, festa no mar, Maisa a passear...

Queridas amigas e amigos,

Desde meu retorno das férias (e ainda devo um relato dos dias incríveis!) que o Rio de Janeiro vê-se às voltas com dias chuvosos e céu cinzento. Hoje o sol nos presenteou (e celebrou finados), o céu azulou e fiquei muito feliz. Eu e toda a população da cidade! As ruas vestiram-se de festa, as ondas serpentearam nas praias, o vento acariciou a pele e amenizou os 30 graus de temperatura. Acordamos tarde e tomamos o café da manhã fora, meu B e eu, e a namorada. Depois, um passeio de bicicleta e muitas paradas para fotografar. Na volta para casa, descubro que estou sem as chaves!!! Quase me irrito com a situação, mas o telefone me salva. Vamos almoçar? Sim, amiga Ju! E lá vamos nós às trutas e saladas. Uma caminhada, o sorvete, a conversa animada. Volto na tarde que entardece, passa das 18 horas, a casa já povoada, a porta que se abre. Um dia muito bom. Como deveriam ser todos os dias...

Beijinhos.















quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Feliz aniversário, Cacilda!!!


A doçura do olhar e do sorriso, a elegância e generosidade com que me recebeu em sua casa (em Rio Maior e Lisboa), a força e persistência na luta pela vida, tornam esta mulher especial. A quem agradeço imensamente e desejo o que há de melhor. Parabéns, Cacilda!
(Foto: Tó Vieira)

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Uma nota, simplesmente.

"Aprendi com a primavera a deixar-me cortar,
e a voltar sempre inteira." Cecília Meireles

Às vezes são tantos os cortes, com tamanha profundidade e em tão curto espaço de tempo que se torna difícil continuar inteira.